Morto, Michael Jackson gera ganhos de US$ 1 bi, estima revista

image O músico Michael Jackson gerou ganhos de mais de US$ 1 bilhão desde a sua morte, em 25 de junho do ano passado, segundo estimativa da revista Billboard. “É uma triste verdade: Michael Jackson pode ter mais valor morto do que vivo”, diz a reportagem. No jargão de analistas de mercado, poderia ser dito que o artista morreu “na baixa”, ou seja, antes de um período de valorização.

A revista descreve quanto o espólio de Michael Jackson rendeu nos vários segmentos do mercado musical, totalizando US$ 1,017 bilhão. Veja os destaques de cada item:

Venda de música: US$ 429 milhões

Depois de morto, Michael Jackson vendeu 9 milhões de discos nos Estados Unidos e 24 milhões em outros países, diz a Billboard, citando  a Nielsen SoundScan. A revista estima que, a um preço de US$ 11,62 por unidade vendida (já descontado o que ficaria com a gravadora), o catálogo de Jackson gerou US$ 383 milhões em vendas.

No ambiente digital, a Billboard estima vendas de 26,5 milhões de músicas no mundo, o que corresponde a ganhos líquidos de US$ 34 milhões. Em toques para celular (ringtones), as vendas chegaram a 1,5 milhão nos EUA; a revista calcula que, considerando o mundo todo, esse número tende a dobrar, atingindo 3 milhões, gerando US$ 5 milhões líquidos. Outros US$ 6,5 milhões devem ter sido gerados por execução digital de música.

Obras audiovisuais: US$ 392 milhões

O documentário sobre Michael Jackson, “This Is It”, lançado em 28 de outubro, rendeu US$ 72 milhões em bilheteria nos EUA e US$ 188 milhões no mundo. Além disso, a produtora AEG vendeu à Sony Pictures imagens do ensaio por US$ 60 milhões. Em DVD, esse filme gerou US$ 43 milhões em vendas e US$ 25 milhões em aluguéis.

“This Is It” também foi comercializado em formato para o videogame PlayStation no Japão, gerando US$ 18 milhões só no dia do lançamento. No formato Blu-ray, foram vendidas 351 mil cópias que geraram, segundo a Billboard, US$ 7 milhões. Contratos do filme para a TV teriam rendido outros US$ 15 milhões.

Editora musical: US$ 130 milhões

A Mijac, editora de música de Michael Jackson, administrada pela Warner/Chappell, estava avaliada em US$ 75 milhões em 2005. Hoje, na estimativa da Billboard, a empresa deve valer US$ 150 milhões. A revista diz que, “segundo fontes”, nos  últimos 12 meses a empresa teria faturado US$ 50 milhões, o dobro da média anual antes da morte do artista.

Licenciamento e turnê: US$ 35 milhões

A turnê que Michael Jackson faria em 2009 na casa O2, em Londres, foi cancelada, mas ingressos não reembolsados geraram ganhos de US$ 6,5 milhões. Além disso, o merchandising de Michael Jackson pela Bravado, empresa que cuida da imagem do artista, rendeu US$ 5 milhões, segundo a Billboard.

Contrato com a Sony: US$ 31 milhões

A revista lembra que a Sony Music Entertainment chegou a um acordo para lançar dez álbuns com músicas de Jackson até 2017 que, na avaliação da revista, devem somar de US$ 200 milhões a US$ 250 milhões. Por enquanto, nenhum desses discos foi lançado, mas, se ao menos um desses contratos for reconhecido como legal, diz a Billboard, isso acrescentaria US$ 31 milhões ao espólio de Jackson. Entre os álbuns, há a expectativa de lançamento em novembro de uma coletânea de gravações antigas inéditas, segundo a reportagem.

Leia a reportagem no site da Billboard (em inglês)

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