MP denuncia líderes Testemunha de Jeová por discriminação religiosa

image O servidor público da UFC, Sebastião Ramos, após anos de denúncia de discriminação religiosa contra a Igreja Testemunha de Jeová, recebeu parecer favorável do Ministério Público.

De acordo com o parecer, a Igreja executou contra Sebastião uma série de atos de exclusão social, pois, ao ser desassociado, ele passou a ser evitado por pessoas de sua convivência familiar e social que estão ligadas a referida religião, por determinação dos ministros e pastores. Segundo depoimentos, o desligamento de qualquer membro da Igreja é acompanhado de “proibição” de relacionamento social ou familiar com membros da religião: amigos e parentes praticamente cortaram todas as relações com ele por influência direta dos líderes religiosos.

Sebastião iniciou o processo de denúncia escrevendo artigos veiculados em alguns meios de comunicação, nos quais abordava a questão da discriminação social que sofre quem é vítima de desassociação da Igreja Testemunhas de Jeová. A partir daí, foi expulso da Igreja e começou a receber relatos e denúncias semelhantes as suas, de pessoas que também sofreram ou ainda sofriam do mesmo tipo de discriminação. Assim, ele decidiu impetrar denúncia no Ministério Público, com o intuito de expor para toda a sociedade e de ver responsabilizada judicialmente a congregação religiosa pela sistemática violação de direitos humanos.

Para ver a notícia completa, acesse:
http://www.caldeiraopolitico.com.br/site2010/noticia.php?codigo=27369

Fonte: Site do Diretório Central do Estudantes do Ceará

3 respostas para MP denuncia líderes Testemunha de Jeová por discriminação religiosa

  1. Sebastiao Ramos disse:

    caro amigo, você está interpetrando muito mal a decisão do promotor… O Estado e as suas institucições não estão querendo ensinar a bíblia a seu ninguém, apenas está tentando intervir para evitar excesssos que sao cometidos pela desassociação discriminatória, isto sim. Entendeu ou não entendeu? Senão, procure revisar a leitura do parecer do promotor.

    • Cesar disse:

      Caro Sebastião, estou plenamente de acordo com o JOsé Clevenon. O propósito principal da divulgação desta matéria é desmoralizar as TJs. Porque que em vez de se preocupar com as doutrinas das TJs, você não vai asistir uma reunião congregacional, pra pelo menos tentar entender se funciona dessa forma absurda com que você abordou a situação?

  2. José Clevenon disse:

    Fui desassociado pelas TJ há 6 anos. Inclusive fui ancião por cinco anos. Escolhi não retornar à esta religião e nem à qualquer outra. Mas não posso me calar diante da barbaridade desta denúncia mesquinha e recheada de ódio de pessoas que, por não concordarem com os ensinamentos de um grupo religioso, buscam a vingança através do Estado. Discordo que tal conduta seja discriminatória ou exclusiva do meio social e do convívio familiar. Ela é exclusiva do meio religioso. É exclusiva do convívio com aqueles que continuam a aceitar as diretrizes das TJ. Por isto que apenas a parte da família do associado que for TJ deve “diminuir” o contato com o desassociado. No meu caso, tenho parentes que são TJ e jamais fui maltratado por eles. Veja apenas em seus olhos o desejo óbvio de que voltasse para o meio delas. Minha mãe é TJ há 42 anos e além de mim tem mais três filhas desassociadas e nenhuma das minhas irmãs a abandonou ou foram abandonadas por ela. E o mesmo ocorre comigo. E, ao contrário de sua alegação, nos vinte anos em que pertenci à organização das Testemunhas de Jeová, jamais presenciei ou li qualquer matéria em que se incentivasse o abandono material ou moral de um desassociado pelos seus familiares. Sou advogado, pós graduando, exerço com alegria minha profissão, tenho esposa, filho e um convívio ótimo com minha família. É que ao contrária de pessoas que guardam ressentimento tolos e por vezes nutrem diferenças pessoais com anciãos da congregação que pertenciam, se negam a fazer o que Chico Xavier ensinou: Ao invés de tentar mudar o passado, reescrever seu futuro. Será que possa cometer a canalhice de afirmar que não aprendi nada de proveitoso nos vinte anos que lá estive. Estes “desassociados” que posam de vítima não são capazes de apontar nada de bom nos ensinamentos das TJ? Sou grato de que durante o tempo em que lá estive aprendi coisas valiosíssimas. E tenho certeza de que em qualquer religião, existem ensinamentos proveitosos para aqueles que se concentrar no que é bom. Não compreendo porque todo este alarde. Se um desassociado quer continuar entre as TJ basta seguir os seus preceitos. Aliás os anciãos das TJ já me visitaram para saber se eu tinha desejo de retornar à casa. A escolha de não retornar foi minha. A escolha de não querer me filiar a qualquer religião é minha. NÃO PRECISO QUE O ESTADO CUIDE DE MINHA VIDA ESPIRITUAL! Mas se a preocupação dos senhores denunciantes é realmente legítima vai aqui algumas perguntas: Alguém já protocou denúncia ao MP pelo fato da igreja católica proibir o direito de um padre de se casar? Casar é um direito social. Constituir família é direito constitucional e também abarcado pelos mais sagrados direitos humanos. E o dízimo que engorda os cofres de tantas e tantas igrejas evangélicas? Alguém já protocolou denúncia ao MP por isto? A CF diz que ninguém deve ser compelido a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. Por que as igrejas evangélicas insistem em compelir seus fiés a pagar o dízimo então? Por que não vão ao MP denunciar a imposição de véus e burcas pelos muçulmanos às suas mulheres, dado que isto é claramente um afronta aos direitos de igualdade da mulher garantidos constitucionalmente?
    Deixe-me dizer algo: Ao invés de gastar seu tempo se preocupando com a doutrina em que se apega uma religião, muitas vezes resultante de mágoas pessoais, num país supostamente laico (supostamente, pois em seu preâmbulo se invoca a proteção de DEUS, sem respeitar, por exemplo, os ateus, agnósticos ou aqueles religiosos que não crêem necessariamente na existência de um, por que não marchar contra a corrupção política, a miséria (o Brasil está à frente somente da Bolívia e do Haiti nas Américas em pesquisa recente), o voto facultativo, salário mínimo digno e tantas outras necessidades básicas deste país?

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: