Adolescente morto por vizinhos de 14 e 8 anos é enterrado em Ribeirão do Largo

O corpo do adolescente Diego Santos Cruz, de 12 anos, que foi morto com um tiro no peito por outro adolescente, de 14 anos, com a ajuda de uma criança de 8 anos, em Ribeirão do Largo (a 640 km de Salvador), foi enterrado após ser liberado do Instituto Médico Legal (IML) de Vitória da Conquista na manhã de sexta-feira, 16. O sepultamento foi realizado às 10h, no cemitério rural do município.

Diego, o jovem de 14 anos e a criança de 8 anos saíram de casa sem avisar aos parentes na tarde de terça-feira, 13, com uma espingarda de fabrico artesanal pertencente ao pai da vítima. O objetivo era caçar nambus, uma ave comum na vegetação rasteira, na zona rural da cidade, mas após uma discussão entre o adolescente e Diego, a brincadeira terminou em tragédia. Depois do ocorrido, o adolescente e a criança voltaram para casa e foram brincar de bola em um campinho de terra, como se nada tivesse acontecido.

Segundo informações dos policiais militares Gean Correia e Romário Leite, o crime só foi solucionado porque os pais da vítima buscaram ajuda nas redondezas. As primeiras investigações davam conta de que teria sido um crime de rapto e estupro, seguido de morte, cometido por um maníaco sexual que vem agindo nos municípios vizinhos de Itambé e Itapetinga. O rumo do caso mudou quando um vizinho dos garotos ouviu uma conversa e contou aos policiais. Segundo a testemunha, os primos conversavam sobre o crime e juravam manter silêncio até a morte.

Após a denúncia da testemunha, os dois foram convidados pela polícia a prestar esclarecimentos e tentaram negar o crime, mas a criança de 8 anos não resistiu e contou o acontecido na presença dos pais, amigos e policiais. Duvidando da história contada pelos dois, os presentes na delegacia seguiram ao local onde o corpo havia sido deixado. “Ficamos chocados com a frieza das crianças, que agiam com extrema tranquilidade quando narravam a história, como se nada houvesse acontecido”, disseram os PMs.

Espanto – O corpo do adolescente morto estava em um matagal, a cerca de 5 km da sede de Ribeirão do Largo, na localidade conhecida como ‘Lagoinha’. “O adolescente foi conosco e olhou para o amigo morto como se ali fosse um animal em sua frente”, disseram os policiais. Repreendido ao esboçar um sorriso ao ver o amigo morto, o adolescente foi extremamente frio ao comentar, em resposta: “Vou fazer o quê? Ele já está morto mesmo!”

Durante o curso das investigações, o adolescente chegou a apresentar várias versões. Numa delas disse que eles estavam caçando e que a arma disparou acidentalmente. Em outra, assumiu que o amigo foi morto, porque teria ameaçado lhe dar um tiro. “Ele disse que com um tiro de espingarda eu ia para o chão”, relatou. “Por esse motivo eu tomei a arma e atirei nele”.

Frieza – Vizinhos de Ribeirão do Largo contam que o adolescente sempre demonstrou frieza em atitudes reprováveis, como na semana passada, ao empunhar um facão e matar a golpes na cabeça um cachorro em plena via pública. “Certa vez o pai ameaçou cortar as mãos dele pra ver se esse menino tomava vergonha e parava de se envolver com maldades”, revelou um vizinho.
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