Cão testemunha atropelo e morte do dono

image Nem mesmo a morte pode separar o melhor amigo do homem. A cadela Cholinha seguia a rotina de toda sexta-feira ao lado do dono. Caminhar à beira da pista, em busca de latas, papelão ou plástico para reciclagem. Mas ontem, o destino de seu dono, conhecido por populares como Maluquinho, foi marcado de forma trágica.

Ele morreu atropelado pelo ônibus da empresa BTU, que faz a linha Estação Pirajá/ Retiro, na Estrada do Bom Juá, localidade do Retiro, na tarde de ontem. Por mais de duas horas, tempo de chegada da viatura da Polícia Técnica, o animal permaneceu velando o corpo do andarilho e ficou sem rumo quando o cadáver foi levado para o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues.

Testemunhas contaram à polícia que Maluquinho andava próximo ao meio fio quando se desequilibrou e foi atropelado pelo ônibus. “Parece que o motorista não teve culpa, já que essa pista tem uma grande movimentação de veículos”, contou o soldado Serra. Segundo informações de populares, Maluquinho era catador de papel e morava embaixo do viaduto há mais de cinco anos. Sem família, sem amigos, ele tomou uma cadela com dias de nascida, que passou a ser sua companheira de todas as horas.

“Para aonde ele iria, ela o seguia. Ele adorava essa cachorra. Os dois dividiam a comida que conseguiam com esmola. O dono da padaria já sabia e doava o pão para Cholinha e Maluquinho. Eles eram inseparáveis há uns três anos desde quando ele a tomou para criar. Agora a bichinha está perdida e não sabe para onde ir”, disse o eletricista Jorge Romeu de Jesus, 42 anos.  O amor e companheirismo de Cholinha surpreenderam até os policiais de plantão. “Sempre acreditei no ditado de que o cão é o melhor amigo do homem. Ela é a prova disso“, disse Serra.

Quando os peritos chegaram, a cadela se aproximou e tentou impedir que os profissionais mexessem no corpo do dono. Na despedida, Cholinha ficou sem rumo, vagando pela pista e por pouco não se tornou mais uma vítima de atropelo. Minutos após a partida do dono e quase sendo morta por um veículo, a cadela permaneceu imóvel por alguns minutos, sobre o sangue da vítima.

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