Bahia lidera ranking da má formação de professores

Reportagem publicada na edição de 19 de fevereiro do jornal Folha de São Paulo aponta a Bahia como o primeiro no ranking da má formação dos professores do ensino fundamental, o antigo primeiro grau. De acordo com levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) , órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC),  50,8% dos 96,5 mil docentes baianos que atuam nessas séries não concluíram a faculdade.

O jornal cita como exemplo o caso de  Erivan Santos, 20. “Ele começou a dar aulas na rede pública aos 19 anos e atualmente ensina geografia numa escola particular de Acajutiba, na Bahia, enquanto está no segundo ano de pedagogia”, informa o jornal.

No Brasil, o índice da má formação é de 16,8%, quase o mesmo percentual identificado em pesquisa realizada em 2007.

O estado com melhor posição é São Paulo, onde apenas 2,25% dos 238.667 professores dessa fase do ensino não terminaram a faculdade. Os dados foram reunidos pelo Inep em 2009, com 1,2 milhão de professores. Pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), é obrigado que os docentes que atuam do sexto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do médio tenham concluído a faculdade. Mas, segundo o MEC, 208 mil professores brasileiros dessas séries concluíram apenas o fundamental ou o médio.

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